The Last Wish - O Último Desejo - Andrzej Sapkowski
Este é o primeiro livro da série “Witcher”, talvez mais conhecida pelos videojogos, por incrível que pareça. Escrita pelo autor polaco, Andrzej Sapkowski, a série sofreu sempre pela necessidade de investimento das editoras na tradução para inglês e depois outras línguas, levando a que demorasse muito para estes trabalhos serem apresentados a um público mais vasto.
Este livro é então a primeira paragem na ordem de leitura. No fundo, trata-se de uma coletânea de contos com apenas um pequeno fio condutor, servindo de ponte entre cada um deles. O livro serve essencialmente para apresentar o “mundo”, estabelecer as suas regras, políticas e claro o sistema de magia. Serve também para definir a figura do “witcher”, a sua função e estatuto na sociedade e particularmente para apresentar e desenvolver a personagem principal, Geralt of Rivia. Em todos esses aspetos, Sapkowski é bem-sucedido. Geralt é uma personagem bem definida, com um humor seco, um certo desencanto com a vida e bastantes dramas pessoais para desenvolver nos próximos capítulos. Tem uma personalidade própria, fugindo aos clichés habituais no género da fantasia. É um guerreiro temível, com o seu próprio código de conduta e moral. De notar, o fantástico trabalho de CD Projekt Red, as mentes por detrás da trilogia de videojogos, pela forma magnifica como conseguiram transpor Geralt de forma tão fiel para outro meio de entretenimento.
Verdade seja que existem alguns detratores de Sapkowski e Geralt. Fãs de Michael Moorcock, criador de Elric, consideram que Geralt e o trabalho de Sapkowski roçam o plágio, mas isso é conversa para outro dia. Sinto apenas que devo a referência.
É que o fato é que a originalidade acaba por ser algo que não abunda aqui. Sapkowski usa contos, fábulas, tudo bem conhecido do público, dá-lhes uns contornos mais adultos e dobra-os à sua imaginação. A “Branca de Neve” é um dos exemplos mais notórios, mas quase todos os contos seguem a mesma fórmula. O resultado é aceitável, mas não fascina.
Alguns contos parecem arrastar-se enquanto outros precisavam de mais tempo. As personagens são descartáveis, logo não há qualquer desenvolvimento. As tramas são simples, sem grande sofisticação como a encontrada por exemplo em Steven Erikson.
É uma experiência mediana que não merece grandes críticas, mas também não ganha rasgados elogios. É um aperitivo, um “teaser” de aventuras futuras. Competente.
Este livro é então a primeira paragem na ordem de leitura. No fundo, trata-se de uma coletânea de contos com apenas um pequeno fio condutor, servindo de ponte entre cada um deles. O livro serve essencialmente para apresentar o “mundo”, estabelecer as suas regras, políticas e claro o sistema de magia. Serve também para definir a figura do “witcher”, a sua função e estatuto na sociedade e particularmente para apresentar e desenvolver a personagem principal, Geralt of Rivia. Em todos esses aspetos, Sapkowski é bem-sucedido. Geralt é uma personagem bem definida, com um humor seco, um certo desencanto com a vida e bastantes dramas pessoais para desenvolver nos próximos capítulos. Tem uma personalidade própria, fugindo aos clichés habituais no género da fantasia. É um guerreiro temível, com o seu próprio código de conduta e moral. De notar, o fantástico trabalho de CD Projekt Red, as mentes por detrás da trilogia de videojogos, pela forma magnifica como conseguiram transpor Geralt de forma tão fiel para outro meio de entretenimento.
Verdade seja que existem alguns detratores de Sapkowski e Geralt. Fãs de Michael Moorcock, criador de Elric, consideram que Geralt e o trabalho de Sapkowski roçam o plágio, mas isso é conversa para outro dia. Sinto apenas que devo a referência.
É que o fato é que a originalidade acaba por ser algo que não abunda aqui. Sapkowski usa contos, fábulas, tudo bem conhecido do público, dá-lhes uns contornos mais adultos e dobra-os à sua imaginação. A “Branca de Neve” é um dos exemplos mais notórios, mas quase todos os contos seguem a mesma fórmula. O resultado é aceitável, mas não fascina.
Alguns contos parecem arrastar-se enquanto outros precisavam de mais tempo. As personagens são descartáveis, logo não há qualquer desenvolvimento. As tramas são simples, sem grande sofisticação como a encontrada por exemplo em Steven Erikson.
É uma experiência mediana que não merece grandes críticas, mas também não ganha rasgados elogios. É um aperitivo, um “teaser” de aventuras futuras. Competente.



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