Resident Evil (2002)

Confesso que este filme sempre foi um dos meus “guilty pleasures”. Adorei-o quando estreou embora o facto de estar perdidamente apaixonado na altura pela Milla Jovovich tenha talvez tido influência nisso. Seja como for, como é que o filme envelheceu? Vamos a isso. Planeio ver de seguida toda a saga e deixar aqui as minhas impressões.

Primeira impressão! Estou novamente apaixonado pela Milla Jovovich. Agora que tirámos isso do caminho, vamos ao filme. Este é o original, o que criou toda a série de filmes que terminou só recentemente. De 2002 a 2017! Quem diria?

A verdade é que o filme mantém grande parte do encanto. Envelheceu surpreendentemente bem. Claro que convém não esquecer que estamos presentes a uma adaptação de um videojogo o que como todos sabemos já não promete nada de bom. Aliás a grande crítica que o filme merece é mesmo em relação a esse ponto. Isto é uma terrível, péssima, horrenda adaptação de “Resident Evil”. Tirando o nome “Umbrella”, não há nada de RE aqui. Nem uma personagem, nem uma localização, nada! Isso seria mais para a frente na saga. É desapontante, especialmente porque o jogo tem material para um delicioso filme de série B. Nada foi aproveitado. A personagem principal é Alice, interpretada pela Milla e o ponto que liga todos os filmes. É inexplicável não usar pelo menos uma das personagens do jogo, Jill Valentine ou Claire Redfield. É realmente dececionante para os fãs.
O que salva a situação é que dentro do género, Paul W.S. Anderson construiu algo surpreendentemente interessante. “Resident Evil” tem ação bem filmada e coreografada, momentos intensos e um elenco de personagens, mais uma vez, surpreendentemente interessantes. A banda sonora, com a participação de Marilyn Manson, é perfeita para o filme e até os efeitos visuais ainda se mantêm minimamente aceitáveis passados tantos anos.
É também de notar como o filme pertence a duas mulheres, Jovovich e Michelle Rodriguez e como nesse aspeto Anderson parecia à frente do seu tempo. Hoje seria louvado.
É um filme bem editado, com um ritmo que deixa espaço para apresentar a história e construir o mundo à volta, sem nunca se tornar maçador. Há ação, mas é bem espaçada, dando tempo para respirar e desenvolver um pouco as personagens. É simplesmente um filme divertido. E tem um dos melhores iscos para sequela do género com um magnifico plano final de Alice, seminua e armada com uma “shotgun”, no meio de uma total devastação em Raccoon City. A mensagem é clara! “Agora é que isto vai começar!!!”


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