Resident Evil: Extinction


Se há algum mérito que esta série tem, no meio de tantas críticas que lhe podem ser feitas, é o de todos os filmes serem diferentes. O original é claustrofóbico, num laboratório secreto debaixo de terra e a sequela tem lugar numa cidade ocupada por infetados, durante a noite.
Esta terceira entrada na série passa-se no deserto, com um sol sem misericórdia e uma Las Vegas conquistada pelos mortos-vivos.
Depois da desapontante segunda parte, a série tem aqui um ressurgimento apresentando-nos um competente filme de ação com algumas sequências, ou batalhas, bem filmadas e com algum espetáculo visual.
Continua, no entanto, a sofrer de um roteiro deficiente, demasiado simplificado e com personagens descartáveis. Desta vez, como “fan service” temos a introdução de Claire Redfield mas tal como Jill Valentine em “Apocalypse” nada minimamente interessante é feito com a personagem. Do videojogo só tem o nome. Mas, falando de Jill Valentine, é incrível como desaparece de um filme para o outro sem qualquer explicação. A atriz não estava disponível para regressar ao papel, mas não seria demais esperar pelo menos uma menção ao destino da personagem. Mais indesculpável ainda é o também desaparecimento de Angela Ashford, devido à sua importância para o argumento de “Apocalypse”. É quase inacreditável a falta de esforço posto no argumento desta sequela. Insultuoso mesmo.
Felizmente, tínhamos atrás das câmaras alguém minimamente competente desta vez. Russell Mulcahy tem alguns planos interessantes, usa o deserto com bom efeito e a ação é montada sem cortes contantes. O filme tem um certo estilo à “Mad Max” e Mila interpreta bem “o justiceiro” num mundo apocalíptico. O CGI também melhorou e até a banda sonora, embora genérica é superior à do segundo filme.
É pena o argumento ser composto do mínimo necessário para justificar a ação e ter esquecido duas personagens essenciais do filme anterior. É pena porque “Extinction” é um filme de entretenimento mediano, mas que poderia ter aspirado a algo mais. Mesmo assim, depois do desastre que foi “Apocalypse” é um regresso à forma para a série.



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