Conan: The Destroyer

Esta sequela, já sem John Milius atrás das camaras e Oliver Stone no guião, é Conan reduzido ao minimo essencial. Longe estão preocupações com uma história sólida, personagens bem construídas ou quaisquer pretensões filosóficas. Nada aqui é destinado a fazer pensar ou a desenvolver Conan ou o mundo que habita, Hyboria. É um puro filme de entretenimento, simples, leve e na sequência da aventura original, desapontante. 
É mesmo assim muito divertido. Duelos de espada, monstros e feitiçaria, princesas semi nuas e novamente uma banda sonora épica de Basil Poledouris. Os efeitos especiais são característicos da época, mas perfeitos para o estilo “kitch” do filme. 
Arnold Schwarzenegger parece menos interessado, menos ativo no papel, limitando-se a uma expressão de tédio na maior parte das cenas, mas quando o sangue começa a ser derramado, apresenta-se novamente no esplendor da forma física, no auge da sua carreira de ação. É ainda de notar a presença de Grace Jones, icon dos anos 80, no elenco, a trazer brilho a todas as suas cenas. 


É de lamentar que a série tenha ficado por aqui e nunca se tenha tido a oportunidade de assistir às aventuras do “rei” Conan. A culpa terá sido de algum oportunismo e falta de ambição desta sequela, que embora ainda satisfatória, almejou apenas a mediocridade como meio de um lucro fácil. Suficiente, mas longe da mestria da Milius. 



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